Cenas do Documentário "Ogã; O Toque para o Santo" - foto de Gilmar Rhodrigues e Max Olsen.
Produção destaca a importância dos ogãs na preservação da ancestralidade, da cultura afro-brasileira e da espiritualidade dos povos de terreiro
Cenas do Documentário "Ogã; O Toque para o Santo" - Da Casa Ilê Asé Yamanjá Ogunté, foto da Mãe Silvialice Nascimento Diniz - Imagens de: Gilmar Rhodrigues e Max Olsen.
Cenas do Documentário "Ogã; O Toque para o Santo" - Da Casa Ilê Ashé Tobi Odê Karê Igbo, foto da Mãe Josianne D'Agostini - Imagens de: Gilmar Rhodrigues e Max Olsen.
A força dos atabaques vai muito além da música. Cada toque carrega história, ancestralidade, espiritualidade e resistência. É a partir dessa perspectiva que o documentário “Ogã: O Toque para o Santo” chega ao público, estreou no dia 1º de julho, na Cinemateca de Curitiba.
A direção do filme é assinada por Helen Bastos, mulher negra, cineasta e produtora cultural que, ao longo dos últimos cinco anos, vem construindo uma trajetória marcada pela realização de documentários de relevância para a memória e a cultura de Curitiba. Em parceria com a GH Produções Culturais, Helen dirigiu obras como “MÃES DE SANTO SEUS RITOS, FESTAS E CELEBRAÇÕES AOS ORIXÁS” (2018), “DONA MIDE, UMA MULHER DE FIBRA DO FANDANGO PARANAENSE” (2019), “WALTEL, O MAESTRO” (2020) e “GLAUCO SOUZA LOBO, RELEMBRAR SEMPRE” (2021), todas realizadas por meio de editais da lei de incentivo à cultura.
Cenas do Documentário "Ogã; O Toque para o Santo" - Pai Marcus Vinicius Ribas Muzzillo - Toluande da casa Ilê Asé Egunoia - Imagens de: Gilmar Rhodrigues e Max Olsen.
Cenas do Documentário "Ogã; O Toque para o Santo" - Ogã Edson Soares (Dedo) da casa Ilê Asé Egunoia - Imagens de: Gilmar Rhodrigues e Max Olsen.
Em “Ogã: O Toque para o Santo”, Helen Bastos reafirma seu compromisso com narrativas que valorizam a ancestralidade, a resistência e os saberes das comunidades tradicionais. O documentário apresenta um olhar sensível sobre a missão dos ogãs, homens escolhidos para exercer uma das funções mais importantes dentro das religiões de matriz africana. Mais do que tocar os atabaques durante as cerimônias, eles assumem o compromisso de preservar tradições, zelar pelos rituais sagrados e fortalecer a comunidade de terreiro.
Ao reunir depoimentos, vivências e registros do cotidiano religioso, a obra evidencia que o Ogã representa um elo entre a ancestralidade e as novas gerações, sendo responsável por manter vivos os conhecimentos transmitidos pelos mais velhos. Seu trabalho, muitas vezes pouco conhecido pelo público, é essencial para a continuidade das práticas religiosas, da cultura afro-brasileira e da memória de um povo que, ao longo da história, resistiu às diversas formas de intolerância e discriminação.
Cenas do Documentário "Ogã; O Toque para o Santo" - Da casa Ilê Asé Yemanjá Ogunté, foto do Ogã - Imagens de: Gilmar Rhodrigues e Max Olsen.
Oficina - Imagens de: Gilmar Rhodrigues e Max Olsen.
As gravações foram realizadas em importantes casas de axé de Curitiba, reunindo lideranças religiosas e ogãs que compartilham suas histórias, vivências e saberes. Participam do documentário:
Ilê Ashé Tobi Odé Karê Igbo, sob a liderança da Mãe Josianne D’Agostini, com a participação dos ogãs André Luiz Guerra, Eduardo Rodrigues da Silva, Jader da Silva Sampaio e Ricardo Augusto Mendes dos Santos.
Ilê Asé Yemanjá Ogunté, conduzido pela Mãe Silvialice Nascimento Diniz, com os ogãs Willian Cezar Calixto e Yuri Diniz Coimbra.
Ilê Asé Egunoia, liderado pelo Pai Marcus Vinicius Ribas Muzzillo (Toluande), com a participação do ogã Edson Soares (Dedo).
Mais do que um registro audiovisual, “Ogã: O Toque para o Santo” propõe uma reflexão sobre a valorização das religiões de matriz africana, o respeito à diversidade religiosa e a importância da preservação do patrimônio cultural imaterial brasileiro. O documentário também busca ampliar o diálogo com a sociedade, promovendo conhecimento e contribuindo para o enfrentamento do preconceito religioso.
A produção integra um conjunto de iniciativas voltadas à valorização da cultura afro-brasileira e das manifestações culturais tradicionais. Entre essas ações estão o documentário “Mães de Santo” e a Mostra Afro Cultural Baobá, reafirmando o compromisso de Helen Bastos e da GH Produções Culturais com a preservação da memória, da identidade e da ancestralidade afro-brasileira por meio do audiovisual.
· Direção, Produção e Roteiro: Helen Bastos
· Coordenação Geral: Gilmar Rhodrigues
· Direção de Fotografia: Max Olsen
· Montagem e Som: Kleberr Wlader
O projeto foi realizado com recursos do Programa de Apoio e Incentivo à Cultura, da Fundação Cultural de Curitiba, da Prefeitura Municipal de Curitiba, do Ministério da Cultura e do Governo Federal, fortalecendo ações de valorização da cultura afro-brasileira e da diversidade cultural.
A estreia será aberta ao público e convida toda a comunidade a conhecer uma história marcada pela fé, pela resistência, pela música e pela preservação da ancestralidade.
Evento: Estreou do documentário Ogã: O Toque para o Santo
Data Realizada: Quarta-feira, 1º de julho
Horário realizado: 17h30
Local: Cinemateca de Curitiba
Divulgação para Revista KEA
Fotografias para Divulgação: Gilmar Rhodrigues e Max Olsen
Ano: 2026